O líder da Conjuração dos Iguais, François Noël Babeuf, de alcunha Gracchus Babeuf, nasceu em Saint-Quentin, Picardia, em 23 de novembro de 1760 e faleceu em Paris, em 27 de maio de 1797.
O pai de Babeuf foi desertado do exército francês e entrou para o exército austríaco. Voltou para o país quando foi anistiado, em 1755. A família vivia na pobreza, o pai fazia alguns trabalhos para sustentar todos. A infância difícil influenciou o pensamento de Babeuf, que teve uma educação básica e trabalhou desde os 12 anos de idade.
Com a morte do pai em 1780 e o juramento na defesa dos interesses do povo, Babeuf passa a sustentar a família com o trabalho de tabelião feudal em Roye. As leituras dos textos de Rousseau fazem Babeuf escrever teorias para melhorar as condições de vida do povo, como a igualdade e a coletivização das terras.
No ano de 1789, ajudou na redação das reivindicações dos habitantes de Roye para serem levadas a Assembléia dos Estados Gerais. Com a publicação de um livro e a eclosão da Revolução Francesa tornou-se jornalista e correspondente de um jornal.
Lutou pela abolição dos impostos indiretos com cartas e petições em reuniões. Pela exaltação foi preso em 1790 e libertado mais tarde pela ajuda de Jean-Paul Marat. Decide abandonar a crença no catolicismo no mesmo ano da libertação.
Com a ajuda do jornal dirigido por ele, Babeuf ataca o voto censitário criado nas eleições de 1791. O jornal é fechado e ele, preso. Mesmo na prisão, Babeuf continua a defender os camponeses e os operários.
Devido às atitudes tomadas, Babeuf é constantemente mudado de cargo, até que é transferido para a administração do distrito de Montdidier. Acusado de uma fraude resultante de uma possível negligência, foge para Paris porque desconfia da imparcialidade dos juízes.
Em Paris, Babeuf luta com os jacobinos. Entra em organizações que defendem os sans-culottes. Critica o período do Terror, mas queria que ele continuasse. Viveu uma prisão de um ano e após a libertação graças a um recurso ocorre a queda dos jacobinos.
Babeuf volta a Paris e recomeça a escrever um jornal, que tem o título mudado para “A Tribuna do Povo” e assume o nome de Gracchus, homenagem a dois políticos romanos mortos na defesa dos direitos dos cidadãos.
O jornal consegue muitos leitores, o que faz Graco entrar para o clube de discussões dos sans-culottes, mas as idéias não foram bem recebidas e ele acabou preso novamente, na prisão tem contato com terroristas que seguiam as idéias de Marat. O que resulta na saída de um “novo Graco” que acredita que tudo seria melhor com a constituição de 1793, o que valeu nova prisão.
Sai definitivamente para reabrir a Tribuna do Povo em 1795, a repressão e as novas medidas do governo deram fama a Graco, que se dirigia a um público com medo da fome e da miséria. Junto a alguns jacobinos livres, ele e os seguidores começam a se reunir em uma Sociedade dos Iguais. Denunciado, passa a viver na clandestinidade.
Não podendo agir na legalidade, funda a Conjuração dos Iguais, o governo não se manifesta, pois o ânimo de Graco espanta muito dos possíveis seguidores. No período de Napoleão a raiva de Graco aumenta de tamanho.
Passa a publicar um novo jornal e se apresentar por um pseudônimo, o jornal era passado de mão em mão pelas ruas de Paris. Defendia um novo massacre para acabar com o governo vigente.
O governo decide que é hora de agir e manda um espião para denunciar que socialistas e jacobinos estavam agindo em conjunto, muitos acusados foram capturados, como Graco era um dos mais nocivos ao governo, foi declarado líder de todos e acabou sentenciado à morte na guilhotina.
Muitos pensadores consideram Graco, ou François Noël Babeuf como o precursor do socialismo pré-utópico e primeiro militante comunista.